segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rolezinho pernilongo.


De onde vêm os nomes dos naipes do baralho?

Por que “copas” é representado por um coração e “ouros”, por um losango? O baralho-padrão vem da fusão de elementos dos baralhos espanhol (ou italiano) e francês, com características acrescentadas pelos ingleses. Os primeiros baralhos que se difundiram pela Europa, a partir do século 14, traziam figuras de taças (copas, em espanhol), bastões, moedas de ouro e espadas. Assim eram os baralhos espanhóis e italianos. Após o Renascimento, popularizou-se o modelo francês, que trazia figuras estilizadas representando cada um dos naipes: corações (coeur), trevos (trèfle), quadrados (carreau) e pontas de lança (pique), nomes que se mantêm até hoje na terra de Asterix. Como os logotipos franceses eram mais simples de imprimir em larga escala, eles prevaleceram.

Ainda assim, em português mantiveram-se os nomes espanhóis dos naipes, que representam os quatro poderes sociais: taças (copas) remetem ao poder religioso; ouros, ao econômico; espadas, ao militar; e os bastões (paus), uma arma rude, representam o povo. Exportadas para a vizinha Grã-Bretanha, as cartas francesas ganharam características inglesas: as figuras do rei, dama e valete ganharam as letras K, Q e J, em referência a king, queen e jack. E assim chegou-se ao padrão internacional usado hoje. Os nomes dos naipes em inglês, contudo, apresentam uma certa estranheza. Clubs (clavas, em português) e spades (espadas) são uma herança espanhola. Hearts (corações) segue a nomenclatura francesa. Já o nome diamonds (diamantes), que equivale ao nosso ouros, é 100% britânico.

Segundo Cláudio Moreno, etimólogo da PUC-RS, “antigamente, os diamantes eram cortados em forma de octaedro, um poliedro de oito faces, assemelhando-se aos losangos do baralho francês”. Por isso, os ingleses adotaram o nome de “diamante” para o losango herdado da França.

Seu Madruga vendo BBB.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Cada um usa a arma que tem.


Vovó sincera.


Pastor espanca uma cachorrinha da raça Lhasa Apso.

Caíque é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Vizinhos contaram a um grupo de ativistas que ouvem agressões ao cachorro com frequência.

Um ano após tragédia de Santa Maria,na boate Kiss, 42 sobreviventes ainda lutam para respirar.

Kellen Ferreira, de 20 anos, estudante de terapia ocupacional na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está entre os 42 sobreviventes da boate Kiss socorridos em estado grave na madrugada da tragédia. Quase um ano após aquele 27 de janeiro, todos ainda lutam para expelir a fuligem acumulada nos pulmões, contaminados pela fumaça tóxica que matou, por asfixia, a maior parte das 242 vítimas fatais do incêndio. A voz deles perdeu potência, a tosse nunca para e o cansaço chega depois de poucos passos.

Alguns sobreviventes passam o dia com um gosto de "borracha queimada" na boca. Outros relatam sentir, quando respiram, o mesmo cheiro da fumaça que tomou conta da boate em menos de três minutos - eles tomam medicamento diário para expelir um catarro negro acumulado nos brônquios. "É como se eles tivessem fumado por mais de cem anos em três minutos", afirma Ana Cervi Prado, médica coordenadora do Centro Integrado de Assistência às Vítimas de Acidente (Ciava), um ambulatório montado pelo Ministério da Saúde em Santa Maria exclusivamente para recuperar os feridos. Eles vão ficar pelo menos os próximos cinco anos em tratamento.

Kellen, uma das pacientes, luta para retomar os movimentos das mãos, além de passar por inalações diárias para se recuperar de uma lesão pulmonar grave. Ela se tornou um dos símbolos dos sobreviventes. Durante 78 dias (20 deles em coma, na UTI), a estudante ficou internada em Porto Alegre, com queimaduras de terceiro grau em 20% do corpo. Nesse período, a jovem teve o coto da perna direita amputado e enxertos aplicados nos braços. Antes de deixar o hospital, foi informada de que duas de suas melhores amigas não conseguiram se salvar.

FONTE:Estadão